A fototerapia é um tratamento que utiliza luz para tratar diversas condições médicas e psicológicas. Ela pode ser aplicada de diferentes formas, dependendo da condição a ser tratada, porém, ainda é pouco discutida e conhecida pela maioria das pessoas. Pensando nisso, escrevemos esse artigo com todos os detalhes que você precisa saber sobre esse procedimento!

O que é fototerapia?

A fototerapia é um tipo de tratamento que utiliza luz para estimular processos biológicos no corpo. A luz pode ser proveniente de fontes naturais, como a luz solar, ou de dispositivos artificiais, como lâmpadas especiais.

Esse procedimento possui propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, sendo eficaz na redução da superprodução de células em áreas específicas da pele. 

O médico, em alguns casos, pode otimizar os efeitos da fototerapia prescrevendo medicamentos como retinóides, metotrexato ou ciclosporina antes da exposição à luz.

Quem pode fazer fototerapia:

A fototerapia é um tratamento especializado que geralmente é realizado sob a supervisão de profissionais de saúde treinados, como dermatologistas ou outros médicos especializados em doenças de pele. 

A decisão de realizar o procedimento e o tipo específico de fototerapia apropriado dependem da condição médica do paciente, da gravidade da condição e de outros fatores individuais. Aqui estão algumas considerações sobre quem pode fazer fototerapia:

  • Avaliação médica: Antes de iniciar a fototerapia, os pacientes geralmente passam por uma avaliação médica abrangente. Isso pode incluir uma revisão do histórico médico, exames de pele e avaliação da resposta a tratamentos anteriores.
  • Avaliação de riscos e benefícios: O médico considerará os potenciais riscos e benefícios da fototerapia para cada paciente. Algumas condições médicas ou medicamentos podem aumentar o risco de efeitos colaterais, tornando necessário avaliar cuidadosamente a segurança do tratamento para o indivíduo.
  • Gravidez e amamentação: Em alguns casos, a fototerapia pode não ser recomendada durante a gravidez devido a preocupações com a exposição à luz. Mulheres grávidas ou lactantes devem discutir a fototerapia com seu médico para determinar a melhor abordagem em sua situação específica.
  • Crianças e idosos: A fototerapia pode ser administrada em pacientes de diferentes faixas etárias, incluindo crianças e idosos. No entanto, a dosagem e o protocolo podem variar dependendo da idade e das características individuais.

É importante destacar que a fototerapia deve ser realizada sob a orientação e supervisão de profissionais de saúde qualificados. A automedicação ou a realização de fototerapia sem a devida supervisão pode levar a resultados indesejados. Portanto, antes de iniciar qualquer tratamento com fototerapia, os pacientes devem consultar um médico para uma avaliação completa e orientação adequada.

Para que serve a fototerapia?

O uso da fototerapia ainda é um mistério para muitas pessoas, mas as principais recomendações médicas são para:

  • Tratamento de Icterícia Neonatal: A fototerapia é frequentemente utilizada em recém-nascidos com icterícia. A luz ajuda a quebrar a bilirrubina, uma substância produzida durante a quebra das células vermelhas do sangue, e facilita sua eliminação pelo corpo.
  • Distúrbios do sono: A fototerapia pode ser usada no tratamento de distúrbios do sono, como o transtorno afetivo sazonal (TAS), ajudando a regular o ritmo circadiano.
  • Tratamento de distúrbios de pele: Alguns distúrbios de pele, como a psoríase e a dermatite atópica, podem ser tratados com fototerapia. A exposição controlada à luz ultravioleta pode ajudar a reduzir a inflamação e promover a cicatrização.
  • Depressão: A fototerapia também é utilizada para tratar a depressão, especialmente em casos de depressão sazonal.
  • Tratamento de feridas e lesões: Em alguns casos, a fototerapia é aplicada para acelerar a cicatrização de feridas e lesões cutâneas.

Tipos de fototerapia:

Existem diversos tipos de fototerapia, cada um aplicado de acordo com as necessidades específicas do paciente e a condição médica a ser tratada. Abaixo estão alguns dos tipos comuns de fototerapia:

  • Fototerapia UVB (Ultravioleta B):
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Utiliza luz ultravioleta B para tratar condições como psoríase, dermatite atópica e vitiligo, reduzindo a inflamação e a multiplicação celular excessiva na pele.

  • Fototerapia UVA (Ultravioleta A):

Pode ser usada para tratar condições como psoríase, vitiligo e eczema. A luz UVA é combinada com a ingestão ou aplicação de psoraleno (PUVA), tornando a pele mais sensível à luz.

  • Fototerapia PUVA (Psoraleno + Ultravioleta A):

É uma forma específica de fototerapia UVA que utiliza o psoraleno para aumentar a sensibilidade à luz. O psoraleno é administrado oralmente ou topicamente antes da exposição à luz UVA para tratar condições como vitiligo e psoríase.

  • Fototerapia com Luz Azul:

Pode ser usada para tratar acne e outras condições dermatológicas. A luz azul tem propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, sendo eficaz no tratamento de algumas condições de pele.

  • Fototerapia com Luz Vermelha e Infravermelha:

Utilizada em procedimentos estéticos e tratamentos de pele. A luz vermelha e infravermelha pode estimular a produção de colágeno e promover a cicatrização, sendo utilizada para tratamentos anti-envelhecimento e recuperação de feridas.

  • Fototerapia com Luz UV de Banda Estreita (NB-UVB):

Usada para tratar condições como psoríase, é similar à fototerapia UVB, mas com uma faixa de luz mais estreita, visando maximizar os benefícios terapêuticos enquanto minimiza os riscos.

  • Fototerapia com Luz UV de Banda Larga (BB-UVB):

Envolvendo uma faixa mais ampla de luz UVB, é utilizada em condições dermatológicas como a psoríase.

Como funciona a fototerapia?

O funcionamento da fototerapia depende do objetivo do tratamento, mas, em geral, envolve a exposição do paciente à luz por um período determinado. Alguns pontos a serem considerados incluem:

  • Especificidade espectral: Em muitos casos, a luz utilizada na fototerapia é de uma faixa espectral específica, como a luz ultravioleta (UV) para distúrbios de pele ou a luz branca brilhante para o tratamento da depressão.
  • Duração da exposição: O tempo de exposição à luz varia de acordo com o tipo de tratamento e a condição médica. Em alguns casos, a exposição pode ser por curtos períodos diários, enquanto em outros casos pode ser necessário um tempo mais prolongado.
  • Dispositivos específicos: Equipamentos especializados, como lâmpadas de luz branca ou dispositivos emissores de luz ultravioleta, são frequentemente usados para administrar a fototerapia de maneira controlada.

É importante ressaltar que a fototerapia deve ser realizada sob a supervisão de profissionais de saúde, pois a exposição inadequada à luz pode ter efeitos adversos. Além disso, a eficácia da fototerapia pode variar dependendo da condição tratada e das características individuais do paciente. Portanto, é fundamental que o tratamento seja personalizado de acordo com as necessidades de cada pessoa.

O que é fototerapia de alta intensidade e quando utilizar?

A fototerapia de alta intensidade refere-se a uma forma de tratamento que utiliza luz com uma intensidade maior do que as terapias de luz convencionais. Essa abordagem pode envolver o uso de luz em diferentes comprimentos de onda e intensidades, dependendo da condição médica que está sendo tratada. 

A fototerapia de alta intensidade é utilizada em uma variedade de contextos, principalmente para tratar condições dermatológicas, musculares e articulares. Aqui estão algumas situações em que a fototerapia de alta intensidade pode ser considerada:

  • Dermatologia: Em alguns casos de doenças de pele, como psoríase, vitiligo e outras condições inflamatórias da pele, a fototerapia de alta intensidade pode ser utilizada para reduzir a inflamação e promover a cicatrização.
  • Lesões musculares e articulares: Em fisioterapia e reabilitação, a fototerapia de alta intensidade pode ser aplicada para acelerar o processo de recuperação em lesões musculares e articulares. Acredita-se que a luz de alta intensidade possa ter efeitos anti-inflamatórios e analgésicos.
  • Cirurgia dentária: Na odontologia, a fototerapia de alta intensidade pode ser utilizada para acelerar a cicatrização após procedimentos cirúrgicos, como extração de dentes.
  • Tratamento de feridas crônicas: Em algumas situações, a fototerapia de alta intensidade é explorada como uma opção para o tratamento de feridas crônicas que não estão respondendo aos métodos convencionais de cura.
  • Estimulação do crescimento capilar: Em tratamentos estéticos, a fototerapia de alta intensidade pode ser utilizada para estimular o crescimento capilar em casos de queda de cabelo.
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Efeito colateral

A fototerapia apresenta efeitos colaterais tanto a curto quanto a longo prazo. No curto prazo, o uso da fototerapia fluorescente pode ocasionalmente resultar em hipertermia, aumentando a temperatura corporal e potencialmente elevando a perda insensível de água, especialmente em prematuros extremamente pequenos, o que pode levar à desidratação. 

Além disso, a formação de fotoisômeros durante esse processo pode resultar em um aumento no número de evacuações e na perda acentuada de líquidos.

No caso da fototerapia LED, que utiliza luz fria, um desafio significativo reside na possibilidade de causar hipotermia. Vale ressaltar que todas essas modalidades de fototerapia podem provocar lesões nas células cones e bastonetes, justificando assim o uso de proteção ocular como medida preventiva.

Mas vale levar em consideração que esses efeitos colaterais podem não acontecer ou serem bastante amenizados com a ajuda de um médico realmente qualificado para fazer o procedimento. 

Cuidados pós fototerapia:

Após a fototerapia, é importante cuidar da pele para ajudar na recuperação e minimizar qualquer desconforto. As recomendações específicas podem variar com base no tipo de fototerapia realizada e na condição médica do paciente, mas aqui estão algumas diretrizes gerais sobre o que usar e quais cuidados tomar após a fototerapia:

  • Hidratação da pele: Após a fototerapia, é aconselhável usar loções hidratantes suaves e sem fragrâncias para ajudar a manter a pele hidratada. Isso é especialmente importante em condições como psoríase, dermatite atópica ou eczema. Um bom exemplo é a loção hidratante Fisiogel, que recupera a hidratação e suavidade desde a primeira aplicação graças à avançada Tecnologia BioMimic que repõe os lipídios essenciais na pele.
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  • Proteção Solar: Em muitos casos, é crucial aplicar um protetor solar de amplo espectro para proteger a pele exposta à luz após a fototerapia. O médico pode fornecer orientações específicas sobre o FPS necessário e a aplicação adequada. Nesse caso, o protetor solar Ultra Gel Creme Incolor FPS 55 da ADCOS pode ser uma boa opção. Ele conta com alta proteção solar, além de ativos antioxidantes como Vitamina C, Extrato de Jasmin e de Chá Verde, tudo para o conforto de peles sensíveis.
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  • Roupas Protetoras: Em alguns casos, é recomendável cobrir a pele exposta ao sol com roupas protetoras, como camisas de mangas compridas e chapéus, para evitar a exposição excessiva à luz solar após a fototerapia. Camisas com proteção UV podem ser ótimas aliadas nesse momento. 
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  • Evitar exposição adicional à luz solar: Após a fototerapia, evite a exposição excessiva ao sol, pois a pele pode estar mais sensível. Isso pode incluir limitar o tempo ao ar livre durante as horas de pico de luz solar.
  • Evitar Produtos Irritantes: Evite o uso de produtos de cuidados com a pele que contenham ingredientes potencialmente irritantes ou perfumes fortes, especialmente se a pele estiver sensibilizada. Se você não quer deixar de estar perfumada, opções para bebês podem ser a solução durante o tratamento. o Mamãe e Bebê Água de Colônia é a minha favorita! 
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